Sistema Canal de Denúncias para Pequenas Empresas

A inserção da comunidade trans no mercado de trabalho

Diversidade e inclusão são essenciais na criação de espaços de empatia e respeito. Mesmo assim, a comunidade transexual ainda enfrenta preconceitos para entrar e crescer no mercado de trabalho. Por isso, é papel das empresas promover políticas de ação que atendam a esse grupo e criem ambientes corporativos saudáveis e plurais.

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A criação de espaços de respeito e empatia dentro das empresas começa na valorização da diversidade e da inclusão. Mesmo assim, são muitos os setores profissionais ainda caracterizados pela exclusão e intolerância. Para a comunidade trans, existem muitos preconceitos e dificuldades na hora de entrar e crescer no mercado de trabalho. 

A maioria das pessoas transexuais ainda é discriminada na hora de buscar uma colocação, muitas vezes já na etapa de recrutamento ou entrevista. Com isso, esse grupo acaba vítima de pensamentos atrasados e intolerantes que não têm mais espaço em uma sociedade igualitária.

Por isso, é papel das organizações promover ações e políticas de diversidade e inclusão que atendam a essa comunidade e criem ambientes corporativos saudáveis e plurais.

Diversidade e inclusão como políticas corporativas

Os obstáculos para a inserção da comunidade trans no mercado formal são muitos. Passam pela desinformação de recrutadores e gestores, por preconceitos pessoais e estruturais e pela falta de políticas que promovam a diversidade no ambiente de trabalho.

Por causa disso, a maioria das pessoas trans ainda enfrenta a dura realidade de, mesmo quando está capacitada, acabar excluída das oportunidades formais de trabalho e crescimento.

A trajetória de Ariel Roveda comprova esse problema. Antes de sua transição, ela já havia alcançado um cargo de gerência, mas teve de enfrentar muito preconceito para reconquistar sua posição e recolocar-se no mercado depois de iniciar esse processo pessoal. “Após o início da minha transição foram inúmeras entrevistas com olhares ‘de cima a baixo’”, conta.

Ela ainda se recorda da aflição de estar desempregada. “Antes da minha transição, jamais havia ficado mais de um mês sem trabalho ou uma proposta, mas depois foram mais de 7 meses de total desespero, aceitando qualquer proposta, qualquer salário”, relata.

‘Acima de tudo, sou uma mulher, 

depois eu sou trans’, diz Ariel

Antes gerente em uma empresa de tecnologia, hoje Ariel é Supervisora de Business Intelligence (BI), buscando retomar o mesmo nível da posição que tinha antes da transição. “Acima de tudo, sou uma mulher, depois eu sou trans”, defende.

A experiência vivida por ela reflete a história de outras milhares de pessoas descartadas pelo ambiente de trabalho em razão do preconceito.

Gabriel Guterro diz ter vivido um caso “mais raro”. Colaborador da Contato Seguro na vaga de Assistente de Suporte, ele conta não ter tido dificuldades para entrar no mercado de trabalho, já que permaneceu no mesmo cargo que tinha antes de sua transição. “Sempre tive o privilégio e a sorte de trabalhar com pessoas que têm informação”, conta. 

Apesar de não ter sofrido na pele a mesma situação, o jovem reconhece os preconceitos pelos quais as pessoas trans passam no mercado. “As vagas que já são escassas sempre acabam sendo preenchidas por pessoas com características físicas correspondentes ao seu gênero”, comenta. 

Relatos como o de Ariel e Gabriel tornam ainda mais urgentes as políticas corporativas que promovem a diversidade na prática, e não apenas “no papel” ou como forma de marketing. 

Neste contexto, diversidade e inclusão são ações complementares para alcançar um objetivo em comum: gerar um ambiente de trabalho marcado por igualdade e respeito, em que a pluralidade não apenas esteja presente, mas que seja inserida e contemplada pelas mesmas oportunidades. 

Combate ao preconceito começa por ferramentas de apoio ao colaborador

Combater a desinformação e o preconceito é o primeiro passo para qualquer empresa que esteja buscando criar um ambiente saudável de convivência. O meio organizacional não pode mais ignorar assuntos fundamentais como a diversidade e a inclusão em suas equipes de profissionais.

Neste sentido, é papel de líderes, gestores e recrutadores garantir que estes princípios saiam do papel e tenham uma aplicação prática. “Acredito que escuta ativa é o ponto chave de qualquer empresa bem colocada e desejada por diversas pessoas”, defende Gabriel. 

Assim, existem algumas formas práticas para melhorar o ambiente interno e garantir mais diversidade e inclusão: 

  • Conduzir campanhas de conscientização entre os colaboradores
  • Estabelecer políticas internas antidiscriminação
  • Fornecer Canais de Denúncias para relato de comportamentos preconceituosos ou indevidos
  • Fomentar a pesquisa sobre o assunto para todos da empresa
  • Valorizar as pessoas pelo trabalho que fazem e o valor que agregam, não por suas características físicas

De fato, o papel das empresas neste contexto começa em promover ações e políticas que gerem oportunidades para inserção da comunidade trans no ambiente corporativo e que, mais tarde, garantam seu desenvolvimento. Isso se torna ainda mais relevante ao permitir oportunidades de crescimento para esses e essas profissionais, contribuindo no combate ao preconceito.

Além disso, é essencial que as empresas disponibilizem ferramentas que permitam a quem for vítima de atitudes preconceituosas e intolerantes fazer um relato do caso de forma anônima e segura. Isso contribui diretamente na manutenção de um ambiente de trabalho saudável. 

Conclusão

Mais do que apenas abrir as portas para minorias – como pessoas transexuais, pessoas negras ou pessoas com deficiência (PCDs) -, as empresas precisam promover e adotar formas de garantir que esses grupos tenham as mesmas chances de crescer e se desenvolver profissionalmente quanto os demais colaboradores. 

“Um ambiente de trabalho diverso e inclusivo precisa ser construído para qualquer empresa que queira atender e entender de verdade o atual e os próximos mercados”, defende Ariel.

O Canal de Denúncias da Contato Seguro é um aliado poderoso nessa importante prática de gestão e compliance. “A importância do canal de denúncias é permitir que o colaborador possa fazer uma manifestação de forma segura e efetiva, sabendo que ela vai ter as tratativas corretas”, pontua Gabriel. 

Com essa ferramenta, a empresa garante a qualidade do ambiente interno e, assim, a confiança e o engajamento dos colaboradores – elementos essenciais para os resultados do negócio.

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