Riscos Psicossociais Invisíveis: O que são e como o RH pode identificar antes da crise?

Na imagem, há duas pessoas em um ambiente corporativo, sentadas à mesa com um notebook aberto e xícaras de café.
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Tempo de Leitura: 6 Minutos

Imagine entrar no chão de fábrica ou no escritório e ver um fio desencapado ou uma poça de óleo no chão. É fácil: você isola a área, chama a manutenção e o problema está contido.

Mas e quando o perigo não tem forma, cor ou cheiro?

No RH,  os maiores desafios relacionados às pessoas não são os visíveis. 

Na base do iceberg, que permanece submersa, estão os riscos psicossociais invisíveis, corroendo o clima e a produtividade.

Sabe aquela sensação de que “algo está errado” na equipe, mas você não consegue apontar exatamente o que é? É sobre isso que vamos conversar hoje.

RESUMO DO CONTEÚDO:

  • A prevenção e o combate de riscos psicossociais fazem parte da atualização da NR-1, que entra em vigor em maio de 2026.
  • Além da sobrecarga de trabalho, fatores como conflito de valores e insegurança também geram adoecimento.
  • Presenteísmo, absenteísmo e isolamento são alguns dos sintomas claros de riscos invisíveis.
  • A Solução: O RH precisa de sensores para identificar esses sinais e proporcionar soluções reais.
  • O Canal de Acolhimento atua como termômetro emocional para identificar o que não é dito.

O que são Riscos Psicossociais e o que diz a NR-1?

Antes de mergulharmos no invisível, é importante alinhar um ponto chave. 

Os riscos psicossociais são fatores que podem impactar a saúde física, psíquica e social do trabalhador. 

Estamos falando, por exemplo, de sobrecarga de tarefas, ritmo excessivo, falta de autonomia, clareza insuficiente sobre as funções e relações interpessoais conflituosas.

Se você trabalha em RH ou SST, já sabe que a atualização da NR-1 passou a abordar o combate e a prevenção dos riscos psicossociais de forma direta.

O gerenciamento desses riscos não é mais “opcional”. 

A norma determina que a identificação, o controle e a avaliação desses riscos deve ser observada de perto e sinalizada em detalhes. 

Descrever no PGR quais medidas serão tomadas para prevenir esses riscos fazem parte da mudança da norma, por exemplo.

Para ajudar nessa missão, o próprio Ministério do Trabalho e Emprego lançou um guia técnico oficial, que detalha o passo a passo para:

  1. Identificar os gatilhos de estresse na rotina da sua empresa;
  2. Avaliar o nível de gravidade desses riscos;
  3. Implementar medidas preventivas eficazes (indo além das palestras pontuais).

Isso significa que você tem respaldo técnico para agir

O cuidado com a mente do colaborador deixou de ser apenas uma questão de empatia para se tornar uma ação contínua, voltada para o cuidado com as pessoas.

Agora que você tem essa base técnica consolidada, vamos para o desafio diário e sutil: o que fazer com aquilo que você sente que não é aparente, mas está pesando no clima da empresa?

Leia também: Como a NR-1 ajuda a prevenir riscos psicossociais?

Identificando o Invisível: Exemplos que não estão nos manuais

O “risco invisível” é mais sutil e, por isso, mais perigoso. Ele se esconde na rotina. Veja quatro exemplos clássicos que passam despercebidos nas planilhas de gestão:

1. Sobrecarga Qualitativa (A exaustão mental)

Não é apenas “ter muita coisa para fazer”. É sobre a complexidade. O colaborador pode estar dentro do horário, mas a exigência cognitiva é tão alta e contraditória que ele entra em estafa mental, mesmo sem fazer horas extras.

2. Insegurança de Carreira (O medo silencioso)

Muito comum em épocas de fusões ou reestruturações. O medo constante de “ser o próximo” a ser demitido gera um estado de alerta permanente no cérebro, elevando o cortisol e derrubando a imunidade emocional do time.

3. Conflito de Valores (Sofrimento Ético)

Quando o colaborador precisa realizar tarefas que vão contra seus princípios pessoais. Pode ser vender um produto em que não acredita ou ter que omitir uma informação importante para um cliente. 

Esse conflito interno é um risco psicossocial grave e totalmente invisível para quem olha de fora.

4. Metas inalcançáveis (A sensação de fracasso programado) 

Existe uma linha tênue entre uma meta desafiadora e uma meta irreal. Sabe quando a meta sobe 30% enquanto a equipe é reduzida? Isso não gera motivação, gera desesperança. 

O colaborador entra em um ciclo de ansiedade por sentir, desde o dia 1, que não vai conseguir entregar, independentemente do esforço. 

Essa pressão constante pelo impossível é um gatilho direto para o Burnout, que hoje atinge 1 a cada 3 brasileiros ocupados, de acordo com a ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil).

Sinais de Alerta: Como o RH pode “ver” o invisível?

Se o risco em si é invisível, os sintomas não são. O corpo e o comportamento da equipe falam. 

Como o RH não tem bola de cristal, precisamos treinar o olhar para identificar os sinais de que algo não vai bem:

  • Burburinho nos corredores, a “Rádio Peão”: Quando a comunicação oficial falha, a informal cresce. Um aumento repentino de boatos, cinismo ou ironia nas conversas de corredor é um indicador forte de insegurança psicológica.
  • O fenômeno do Presenteísmo: É diferente do absenteísmo (faltar). Aqui, o colaborador bate ponto, senta na cadeira, mas “não está lá”. É a desconexão como defesa para o sofrimento.
  • Isolamento Social: Observe quem parou de ir ao happy hour, quem não liga mais a câmera nas reuniões ou quem parou de dar ideias. O silêncio repentino de quem costumava ser ativo é um grito de alerta.
  • Queda de Produtividade (Individual ou da Equipe): Fique atento aos desvios de padrão. Quando um colaborador de alta performance começa a entregar com qualidade inferior, atenção!
  • Aumento de Conflitos e “Pavio Curto”: O estresse crônico diminui a nossa tolerância. Se você percebe que reuniões simples estão terminando em discussões ríspidas, ou que áreas que deveriam ser parceiras estão “em guerra”, há um risco psicossocial implodindo a colaboração.
  • O que a Pesquisa de Clima diz (ou cala): Além dos dados propriamente ditos, preste atenção também à adesão: se pouca gente respondeu à pesquisa, isso pode indicar desesperança (“para que vou responder se nada muda?”).

A tecnologia como aliada: O Canal de Acolhimento

Você deve estar pensando: “Ok, eu percebo esses sinais. Mas como vou saber a causa se ninguém me conta a verdade por medo?”

É aqui que precisamos ser práticos. O RH não consegue estar em todas as reuniões e nem dentro da cabeça das pessoas. É preciso dar uma ferramenta para que o invisível se torne visível.

O Canal de Acolhimento atua exatamente como esse sensor.

É uma solução desenhada para a escuta. Ele permite que o colaborador relate angústias, pressão excessiva, liderança tóxica ou insegurança de forma segura.

O grande benefício para o RH? 

Essa ferramenta transforma sentimentos subjetivos em mapas visíveis. Você deixa de depender da intuição e passa a ter dados: “Opa, o setor de Vendas está com um pico de relatos sobre pressão psicológica. Precisamos agir ali.”

Você cuida de quem precisa de ajuda (com psicólogos-ouvintes especializados do outro lado da linha) e protege a empresa agindo na causa raiz.

Criando uma cultura de acolhimento e segurança

Uma empresa segura não é apenas aquela que cumpre a NR-1 no papel. É aquela que consegue ler as entrelinhas e escutar o que não é dito.

Identificar o invisível é o primeiro passo para criar uma cultura onde as pessoas não apenas trabalham, mas prosperam e se sentem seguras para relatar incômodos. 

E lembre-se: a tecnologia e o acolhimento são as maiores aliadas do RH nessa missão de tornar o ambiente de trabalho mais humano e transparente.

Quer enxergar além do óbvio e proteger sua equipe dos riscos silenciosos? 

Conheça o Canal de Acolhimento da Contato Seguro e tenha um termômetro real da saúde mental da sua organização.

FAQ 

O que são riscos psicossociais no trabalho? 

São fatores da organização e gestão do trabalho (como sobrecarga, falta de autonomia, assédio) que podem causar danos à saúde física e mental do trabalhador, impactando também a produtividade da empresa.

Como identificar riscos psicossociais na equipe? 

Além de pesquisas de clima, observe sinais como aumento de atestados, queda de produtividade (presenteísmo), mudanças de comportamento (irritabilidade ou isolamento) e alta rotatividade de funcionários.

Qual a diferença entre risco físico e psicossocial? 

O risco físico é tangível e visível (ruído, temperatura, máquinas perigosas). O risco psicossocial é invisível e subjetivo, ligado às interações humanas, à cultura da empresa e à forma como o trabalho é gerenciado.

O Canal de Acolhimento ajuda na prevenção? 

Sim. Ele funciona como uma ferramenta de detecção precoce, permitindo que colaboradores relatem estressores e conflitos antes que evoluam para doenças ocupacionais (Burnout) ou passivos trabalhistas, além de atender a NR-1.

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