Gestão baseada em dados: Como usar os indicadores do Canal de Acolhimento para resolver problemas na raiz

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Tempo de Leitura: 6 Minutos

Se existe uma angústia compartilhada por gestores de RH e Business Partners (BPs), é a sensação de estar “pilotando no escuro” quando o assunto é a saúde mental da organização.

Você percebe que o clima está pesado, nota o aumento dos atestados médicos e ouve rumores de insatisfação nos corredores. Mas, quando a diretoria pergunta “onde exatamente está o problema?” ou “qual é a causa raiz?”, faltam dados concretos para embasar a resposta.

Durante anos, a gestão de pessoas dependeu do “feeling” ou de pesquisas de clima anuais. Com a NR-1, isso não é mais suficiente. 

Hoje, vamos conversar sobre como o Canal de Acolhimento vai muito além do suporte emocional individual: ele é uma ferramenta poderosa de People Analytics

Queremos mostrar como escutar o coração da sua empresa com inteligência estratégica. Você vai identificar gargalos operacionais e otimizar o clima organizacional com precisão. Vamos juntos?

Quanto custa não ter uma gestão baseada em dados?

A ausência de uma visão analítica sobre a saúde mental não é apenas um problema de “clima”, é um problema de caixa que exige uma gestão proativa do RH.

Segundo a International Stress Management Association (ISMA-BR), 72% dos trabalhadores brasileiros sofrem de estresse, colocando o Brasil como o segundo país mais estressado do mundo.

Quando o RH não monitora esses indicadores, o impacto financeiro é brutal:

  • Custo Global: A OMS estima que a depressão e a ansiedade custam à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade.
  • Afastamentos: Em 2025, mais de 546 mil afastamentos foram concedidos por questões de saúde mental, com um total de mais de 4 milhões de licenças por incapacidade temporária.
  • Turnover: Brasil lidera ranking mundial de turnover (56%), com custo de substituição que pode chegar a 200% do salário anual do funcionário (segundo dados da Consultoria Robert Half, divulgados em 2025). 

Por outro lado, a gestão baseada em dados paga a conta. Investir em saúde mental deixou de ser uma aposta para se tornar uma certeza matemática. 

De acordo com pesquisa da Wellhub (2025), 99% das companhias brasileiras que mensuram o ROI de suas iniciativas de bem-estar observam resultados positivos. Ou seja: quem mede, vê o lucro. Para quase dois terços dessas empresas, o retorno é de pelo menos R$ 2 para cada R$ 1 investido.

Veja a diferença entre “achar” e “medir”:

A imagem mostra um quadro comparativo em formato de tabela, com três colunas e três linhas principais, voltado à gestão de pessoas baseada em dados.

Como transformar o “intangível” em inteligência?

Diante dessa necessidade de basear o cuidado a partir de dados, a pergunta estratégica é: como monitorar esses riscos psicossociais antes que eles virem prejuízo no caixa?

É aqui que o Canal de Acolhimento assume seu protagonismo.

Mais do que um benefício de saúde, ele atua como a peça-chave de inteligência que faltava na sua gestão. 

Essa ferramenta é capaz de captar os sinais de estresse, conflitos e sobrecarga antes que eles se transformem no incêndio do turnover ou do passivo trabalhista. É o Canal que fecha a conta, transformando o cuidado preventivo em proteção financeira.

Ao agrupar os atendimentos por categorias, o RH deixa de olhar para casos isolados e passa a enxergar padrões comportamentais e estruturais. Isso permite que a diretoria tome decisões baseadas em fatos reais, abandonando as percepções subjetivas.

O papel do sigilo na coleta de dados

Para fazer isso em conformidade com a NR-1 atualizada, o segredo está no volume e na categorização, e nunca na identificação pessoal.

Um dado fundamental do Anuário 2025 da Contato Seguro comprova a importância da confidencialidade: 77,7% das pessoas preferem o anonimato na hora de relatar um problema.

O que isso nos ensina? Que sem uma garantia absoluta de sigilo (oferecida apenas por um canal terceirizado), sua empresa perderia acesso a quase 80% das informações vitais sobre o próprio clima.

Quando o colaborador aciona o Canal de Acolhimento, o psicólogo-ouvinte categoriza a demanda em grandes grupos estatísticos. 

Esses dados anonimizados formam um verdadeiro mapa de calor da organização, permitindo que você deixe de tratar a “empresa” como um bloco único e comece a enxergar as nuances reais de cada setor.

3 Indicadores que revelam a verdade 

Ao analisar os relatórios gerenciais, você sai do “achismo” e entra na esfera da decisão estratégica. Veja como interpretar esses indicadores com base no que está acontecendo no mercado agora:

Mapeamento por Tema (O que dói?)

Identificar que uma porcentagem desproporcional de chamados provém de uma área específica, como o departamento comercial, é um sinal de alerta imediato. 

Segundo o Anuário 2025 da Contato Seguro, o Assédio Moral continua sendo a principal natureza dos relatos, representando 41,8% do total.

  • A Análise: Se quase metade das queixas do mercado envolvem relações abusivas, é muito provável que o adoecimento na sua empresa não seja “fraqueza” do colaborador, mas sintoma de uma liderança que não está treinada para o cuidado.
  • A Ação na Raiz: Use esse dado estatístico para justificar treinamentos de liderança, principalmente diante das exigências da NR-1. O problema se resolve com uma mudança cultural sustentável, fortalecendo a segurança psicológica e reduzindo o desgaste emocional coletivo.
A imagem é um infográfico institucional sobre Gestão de Recursos Humanos, com foco na transição do “achismo” para a inteligência de dados.

Sazonalidade e Horário (Quando dói?)

Você sabia que a angústia não respeita o horário comercial? O Anuário 2025 revelou que 34,3% dos relatos ocorrem fora do horário comercial (noite, finais de semana e feriados).

  • A Análise: Se você depende apenas do RH de portas abertas (que funciona das 8h às 18h), você está fechando os olhos para um terço dos problemas da sua empresa. Picos de acionamento aos domingos à noite, por exemplo, são indicadores clássicos de ansiedade antecipatória e sobrecarga.
  • A Ação na Raiz: Isso permite rever processos. Se o canal aponta picos no final do mês, talvez o time financeiro precise de automação ou revisão de prazos. O dado transforma “reclamação” em “indicador de processo”.

Mapeamento por Setor (Onde dói?)

O comportamento muda drasticamente de um setor para outro. O Anuário mostra, por exemplo, que enquanto no Varejo a maioria dos relatos é anônima (74,1%) , no setor de Bancos a identificação é maior (59,1%).

  • A Análise: Sua empresa não é homogênea. O setor de Vendas pode estar sofrendo com pressão de metas agressivas, enquanto o Administrativo sofre com falta de organização, por exemplo.
  • A Ação na Raiz: O Canal de Acolhimento permite segmentar o cuidado. Em vez de gastar recursos com uma ação genérica para todos, você age cirurgicamente onde o mapa de calor está apontando a necessidade.

O Ciclo de Melhoria Contínua (PDCA da Saúde Mental)

A utilização de dados permite que a gestão de riscos psicossociais saia do papel e se torne uma prática viva, em que cada ação é monitorada, analisada e reavaliada com base em resultados mensuráveis e feedbacks estruturados. Veja como fazer isso:

  1. Monitorar: Acompanhar os indicadores mensais do Canal.
  2. Analisar: Cruzar os dados do canal com o cenário de mercado (como os dados do Anuário 2025) para entender se a tendência é interna ou externa.
  3. Agir: Implementar correções focadas (treinamento, revisão de benefícios, mudança de processos).
  4. Reavaliar: Observar se os chamados sobre aquele tema diminuíram.

Conclusão: O fim da gestão no escuro

O Canal de Acolhimento não serve apenas para “apagar incêndios” ou cumprir a NR-1. Ele é o sensor mais sensível para escutar o coração da sua organização.

Os números não mentem: com mais de 206 mil relatos analisados em um ano, fica claro que as pessoas querem falar, mas precisam do ambiente certo.

Enquanto você lê este artigo, é possível que talentos da sua empresa estejam sofrendo em silêncio (provavelmente fora do horário comercial, como mostram os dados). 

Ao fechar o ciclo do PDCA (Monitorar, Analisar, Agir, Reavaliar), a empresa cria um ambiente de aprendizado constante, onde o bem-estar humano é visto como um pilar fundamental para a eficiência operacional e o lucro.

Pare de gerenciar a saúde mental no escuro. Escolha o Canal de Acolhimento da Contato Seguro e transforme o cuidado humano em inteligência de dados para sua empresa.

FAQ

Os relatórios do Canal de Acolhimento expõem os colaboradores? 

Não. Como vimos no Anuário 2025, o anonimato é a preferência de 77,7% dos usuários. A premissa básica é o sigilo. Os relatórios entregues ao RH contêm apenas dados estatísticos (ex: “5 chamados do setor X sobre estresse”), impossibilitando a identificação individual.

Por que o atendimento 24 horas é tão importante? 

Os dados comprovam a necessidade: 34,3% dos relatos ocorrem à noite, em feriados ou finais de semana. Crises de ansiedade e conflitos familiares não têm hora marcada. Um canal 24/7 garante que o colaborador tenha suporte no momento exato da dor, evitando que o problema se agrave até a segunda-feira.

O Assédio Moral realmente impacta a saúde mental da empresa? 

Sim, é o fator número 1. Dados de mercado (Anuário 2025 Contato Seguro) apontam que 41,8% dos relatos em canais corporativos envolvem assédio moral. Isso impacta diretamente o clima, a produtividade e gera passivos trabalhistas e doenças ocupacionais.

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